Sítio do Bem | Coronavírus em Animais

COVID-19 nos animais - Verdade e Mentiras

 

 

 

 

 

 

 

Infelizmente, mais uma vez os animais estão sendo culpados pelas mazelas humanas, e mais uma vez agredidos e abandonados por conta disso. Então, antes de qualquer coisa é preciso esclarecer: os animais domésticos não transmitem o novo coronavírus para humanos. Dito isto, vamos às dúvidas mais frequentes.

 

Cão Chinês
 

 

 

 

 

 

FATO
O cão pertence a uma pessoa que teve o coronavírus e esse cão ficou em contato com a tutora durante o tratamento dela. Ele foi testado como "positivo fraco", pois o vírus foi encontrado em suas cavidades nasais e orais, provavelmente por ter interagido com a tutora e com o ambiente em que ela estava. Novos testes foram realizados e foi totalmente descartada a possibilidade do animal ser hospedeiro ou transmitir o novo COVID-19. Saiba mais sobre o caso.
 

Animais
 

 

 

 

 

 

FATO
O COVID-19 pertence a uma enorme família de Coronavírus. Essa família é conhecida há décadas e tem diferentes configurações nas mais diversas espécies: cães, gatos, cavalos, galinhas, vacas, etc. Exatamente por estarem adaptados às espécies, é que o coronavírus de um cão ou gato, por exemplo, não pode contaminar a um humano e vice-versa. 

Coronavirus nos animais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No entanto, a  Word Small Animal Veterinary Association (WSAMA) recomenda que as pessoas infectadas evitem contato direto com seus próprios animais para que eles não se contaminem de forma superficial, ou seja, embora não peguem nem transmitam a doença, podem carregar o vírus por algum tempo em seus pelos da mesma forma que talheres, copos, corrimão de escada e todo tipo de coisa que os doentes toquem. Saiba mais aqui.

Morcegos
 

 

 

 

 

 

FATO
Ainda não se tem certeza absoluta de que os morcegos da China foram os transmissores da doença. Existem outras possibilidades, mas por serem naturalmente muito tolerantes aos vírus, este animal é o mais forte candidato. 

É fundamental lembrar que isso não os torna vilões. Os morcegos são um espécie importante para o equilíbrio da natureza. Eles são essenciais para a polinização de muitas frutas, como bananas, abacates e mangas, e também comem toneladas de insetos vetores de doenças.

Nesse sentido, Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, enfatizou que uma das medidas mais importantes que podem ser tomadas para evitar zoonoses é proibir o comércio de animais selvagens. Saiba mais sobre os morcegos e o COVID-19 aqui.

Vacina
 

 

 

 

 

 

FATO
Essa notícia é falsa e muito perigosa. O Coronavírus que ataca os cães é conhecido desde a década de 60 e é completamente diferente do COVID-19. Em hipótese alguma use uma medicação indicada para tratar doenças em animais, pois não se sabe que dano pode causar nos humanos. Saiba mais aqui. 

lembrando

 

 

 

 

 

 

Assista ao vídeo com o  Médico Veterinário Virologista Paulo Brandão, Professor Doutor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, que esclareceu as principais dúvidas sobre o novo tipo de coronavírus.

Conforme recomendação da WSAVA – World Small Animal Veterinary Association (Global Veterinary Community), como trata-se de um vírus ainda pouco conhecido e que até o momento não afetou animais de estimação, o indicado é que as pessoas positivas para COVID-19 não tenham um contato muito próximo com seus pets. Isso porque, alguns vírus podem sofrer mutações e se adaptar a diferentes espécies com o passar do tempo.

Vale lembrar que os tipos de coronavírus que acometem cachorros e felinos não são transmissíveis aos humanos e também nada têm a ver com o COVID-19. Portanto, não há motivos para alarde.

Nos cães, o coronavírus pode aparecer de duas formas, uma com manifestação respiratória e outra entérica, mais comum e que causa um quadro de diarreia. Os gatos, por sua vez, podem ser portadores do coronavírus felino e, por conta disso, em alguns casos desenvolver a Peritonite Infecciosa Felina (PIF). 

PASSEIOS COM OS ANIMAIS

Segundo o Veterinário Paulo Henrique Barra "As pessoas que têm animais devem evitar sair para passear com eles na rua, pois o vírus pode alojar na pele do animal. Se o cachorro só faz a higiene na rua, sai, vai até o poste próximo, volta e passa álcool em gel nas patas do cão. Pode ser feita essa prevenção com o animal até umas duas vezes por dia, e não pode passar nos pelos, pois resseca. É preciso segurar o animal e distraí-lo enquanto o álcool seca, pois se lamber ou só de sentir o cheiro, incomoda. Além disso, antes de colocar água e comida para o animal, o tutor deve higienizar as mãos para não contaminar as tigelas." Leia entrevista completa.

FONTES: Associação Brasileira de Patologia Veterinária, ANDANews, PetLove, G1, Tribuna de Minas e UOL.